


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou para terça-feira (3) a análise em plenário da principal bandeira do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o combate ao crime organizado, a chamada PEC da Segurança Pública.
A proposta de emenda à Constituição quase foi votada antes do segundo turno. Alcolumbre, porém, terminou adiando a sessão para salvar a base do governo do constrangimento de ter que votá-la junto com a redução da maioridade penal, em uma articulação capitaneada pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).
Marinho tentou apensar à PEC uma emenda para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas. Assim, a oposição encurralaria o governo às vésperas da eleição com um tema de alto apelo popular para ajudar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.