Radar com IA já identifica motoristas sem cinto de segurança e no celular

As câmeras, instaladas em pontos estratégicos das rodovias, têm resolução ultradefinida e conseguem identificar detalhes mesmo com veículos a 300 km/h. Elas operam dia e noite, sem interferência de reflexos ou baixa luminosidade. A IA analisa as imagens em tempo real e sinaliza possíveis infrações.

As informações captadas pela ferramenta são confirmadas por agentes humanos antes da autuação.

Em Ribeirão Preto (SP), uma das primeiras concessionárias a adotar o sistema, os números impressionam: entre julho e novembro de 2025, foram registradas mais de 20 mil infrações, sendo mais de mil por uso do celular e quase 17 mil por falta do cinto de segurança.

De acordo com uma concessionária, houve redução de 30% nos acidentes após a instalação dos equipamentos.

Novidade: WhatsApp permite digitalizar documentos no Android e no iPhone

O WhatsApp permite digitalizar documentos e enviá-los rapidamente para outros contatos. O recurso dispensa a necessidade de um scanner ou de aplicativos de terceiros.

A opção começou a ser liberada no WhatsApp para iPhone em abril, mas agora também está disponível para Android.

O documento digitalizado pelo WhatsApp é transformado em um arquivo de PDF, formato que costuma ser usado em versões digitais de documentos, livros, entre outros.

O aplicativo permite ajustar os cortes da imagem e adicionar mais de uma página ao mesmo documento, além de escolher filtros de cor e remover manchas.

A funcionalidade aparece nas versões mais recentes do WhatsApp, mas se ainda não estiver disponível para você, é possível usar alternativas como o Google Drive, no Android, e os aplicativos Notas e Arquivos, no iPhone.

IA detecta câncer de pele agressivo com 94,5% de precisão, aponta estudo

Um novo sistema de inteligência artificial (IA) conseguiu identificar melanoma — o tipo mais agressivo de câncer de pele — com 94,5% de precisão, ao integrar a análise da imagem da lesão com informações clínicas básicas do paciente, como idade, sexo e local do corpo onde a pinta aparece.

A abordagem, descrita por pesquisadores da Universidade Nacional de Incheon, na Coreia do Sul, promete dar um salto na detecção precoce da doença e ampliar o acesso ao diagnóstico.

O melanoma é um dos tumores de pele mais difíceis de diagnosticar, mesmo para especialistas. Muitas lesões parecem benignas, confundem médicos e atrasam o início do tratamento — e, nesse câncer, semanas fazem diferença.

Isso porque o melanoma é altamente agressivo e tem grande capacidade de invadir camadas profundas da pele e alcançar vasos sanguíneos e linfáticos. Quando isso ocorre, as células cancerígenas se espalham rapidamente para outros órgãos, como pulmões, fígado e cérebro.

A evolução costuma ser muito mais veloz do que em outros tipos de câncer de pele, como o carcinoma basocelular ou o espinocelular. Por isso, o diagnóstico precoce é considerado o principal fator para aumentar as chances de cura: quando identificado ainda na fase inicial, o melanoma pode ser removido com cirurgia simples, com taxas de sobrevida que ultrapassam 95%.

Até agora, a maior parte das ferramentas de IA analisava apenas a imagem, ignorando dados clínicos que influenciam o risco. O novo estudo mostra que unir essas duas camadas de informação melhora a performance e deixa o sistema mais parecido com a tomada de decisão humana.

O grupo liderado pelo professor Gwangill Jeon, do Departamento de Engenharia de Sistemas Embarcados, treinou um modelo de aprendizado profundo com o banco internacional SIIM-ISIC, que reúne mais de 33 mil imagens dermatoscópicas acompanhadas de metadados clínicos.

Monitor cerebral brasileiro é reconhecido como tecnologia pioneira no mundo, em 2025

Uma empresa brasileira que desenvolveu um monitor cerebral foi reconhecida como pioneira em tecnologia de 2025 e incluída na lista de líderes globais de inovação do Fórum Econômico Mundial.

A Brain4care criou um equipamento capaz de medir a pressão intracraniana (PIC) e detectar sinais de doenças graves antes mesmo do aparecimento dos sintomas.

Fixado na cabeça, o dispositivo envia por Bluetooth as medidas de pressão intracraniana em tempo real, que podem ser acompanhadas por um médico em um tablet ou celular.

A empresa explica que o monitor é oferecido a clínicas e hospitais por uma mensalidade de R$ 7,5 mil.

Algumas doenças em que ele pode ajudar a identificar são hidrocefalia, tumor cerebral, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e parada cardiorrespiratória.

O equipamento já tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Food and Drug Administration (FDA), órgão equivalente à Anvisa nos Estados Unidos.

A tecnologia já está disponível no Brasil e nos EUA, enquanto Itália, Bélgica e Portugal realizam estudos, segundo a própria empresa.