A um mês do 1º turno, Pernambuco tem eleição marcada por polarização, troca de acusações e batalha judicial

Daqui a um mês, serão abertos os locais de votação para o 1º turno das eleições 2026, no dia 4 de outubro. Em Pernambuco, as primeiras semanas de corrida eleitoral dos postulantes ao governo do estado foram marcadas por articulações políticas e uma intensa batalha judicial, incluindo trocas de acusações sobre “gabinetes do ódio” e panfletos apócrifos.

A disputa é polarizada pela governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), que lidera as pesquisas, e pelo ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que, nas últimas sondagens, aparece em segundo lugar. Pelos números, há possibilidade de o pleito ser decidido logo na primeira rodada de votação.

Apesar de ter oito candidatos concorrendo ao comando do Palácio do Campos das Princesas, as candidaturas de Raquel Lyra e João Campos somam quase todas as intenções de voto nas pesquisas e promovem um embate direto. Para o cientista político Juliano Domingues, a disputa já tem “cara de 2º turno”.

Em toda a história de Pernambuco, desde a redemocratização com as eleições estaduais de 1982, houve 2º turno em apenas duas ocasiões: em 2006 e em 2022. Em outras sete disputas, o resultado foi definido na primeira etapa. As eleições de 1982 e 1986 foram realizadas antes da obrigatoriedade de 2º turno, quando nenhum candidato ultrapassou os 50% de votos válidos.