Paracetamol na gravidez não aumenta risco de autismo, TDAH ou deficiência intelectual, diz estudo

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Tomar paracetamol durante a gravidez não aumenta o risco de autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou deficiência intelectual em crianças.

Essa é a conclusão da análise mais rigorosa das evidências até o momento, publicada nesta sexta-feira (16) no periódico científico The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health, liderada por pesquisadores da City St George’s, Universidade de Londres.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática e meta-análise de 43 estudos existentes para determinar se o uso de paracetamol durante a gravidez é seguro ou não.

Essa análise foi uma resposta às preocupações do público após alegações que sugeriam que o uso de paracetamol durante a gravidez poderia afetar o neurodesenvolvimento das crianças e aumentar o risco de autismo.

Os resultados mostraram que quando comparados a gestações sem exposição ao paracetamol, se confirmou que o uso de paracetamol durante a gravidez não estava associado ao autismo, TDAH ou deficiência intelectual na infância.