Com mais um homicídio, Tabira vive medo de nova onda de violência

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Com mais um homicídio, Tabira vive medo de nova onda de violência

A morte de Ricardo Olegário, com dois tiros, sendo um na cabeça e outro no peito na manhã da última sexta-feira (10) em Tabira,  reacendeu o medo de uma nova onda de crimes violentos na quarta maior cidade da região.

Ricardo foi morto com características de execução no Mercado Público, no centro da cidade em plena luz do dia.

Um homem de estatura baixa, sem máscara, entrou no Mercado efetuou os disparos e em seguida, saiu andando. Ninguém foi preso ainda.

O caso acontece menos de uma semana depois da soltura de seis presos na Operação Prólogo, que investigou a presença de um grupo de extermínio na Terra das Tradições. Não se pode dizer que há ligação entre um fato e outro.

O juiz William Fredi acatou alegação de que “a liberdade dos acusados em nada embaraçará a persecução penal, porquanto suas supostas participações na atividade criminosa, caso realmente existentes, tiveram caráter secundário. Isto é, não teriam atuado na prática direta dos supostos crimes, mas corroborado de maneira indireta”.

O que também chamou a atenção é que esse entendimento foi corroborado pelo Ministério Público.

Tabira apareceu em levantamento entre as 14 cidades em Pernambuco que registraram recorde histórico de assassinatos no ano de 2020. No Sertão, chamaram a atenção no levantamento o número de homicídios em Custódia, com 18 registros, Tabira com 13 homicídios e São José do Egito com 10 mortes.