Alunos da educação infantil e do ensino fundamental são os mais afetados pela falta de atividades escolares

Alunos da educação infantil e do ensino fundamental são os mais afetados pela falta de atividades escolares

Uma pesquisa de secretarias municipais de ensino concluiu que os alunos da educação infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental foram os mais afetados por não irem à escola na pandemia.

A descoberta do dia foi a letra “H”. Não é só o conteúdo que fica diferente na aula presencial. Os alunos, rodeados de sons, expressões e reações dos coleguinhas – estímulos que fazem os estudantes se desenvolverem – que eles não tiveram por muito tempo por causa da pandemia.

Mas com a necessidade de as escolas manterem as medidas de distanciamento, alunos como o Gabriel seguem o ano letivo de 2021 como terminaram o de 2020. Ele ainda aprende em material impresso e mensagens trocadas pela mãe, Fernanda, com a professora.

Um levantamento de dirigentes municipais de ensino mostra que 95% dos 3.672 municípios consultados afirmaram ter dificuldades em usar a internet na educação a distância.

Os estudantes dos primeiros anos do ensino fundamental representam 40% dos 5 milhões perderam o contato com a escola em 2020, segundo o Unicef.

Autoridades e especialistas consideram que alunos dos anos iniciais do ensino básico não podem mais esperar pelo fim da pandemia para voltar a ter atividades escolares. Eles defendem um plano nacional, com orçamento específico, e que envolva várias áreas como assistência social e esportes, a serviço do ensino das crianças.

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação diz que é preciso fazer uma avaliação do aprendizado e, a partir dela, construir um programa de atendimento aos alunos, inclusive fora do horário de aula. A ideia é aumentar o número de espaços que garantam o aprendizado com segurança, enquanto não se atinge a vacinação em massa.

Com informações do G1